A alquimia do rapé não é apenas um feitio. É compromisso, responsabilidade e condução consciente da medicina.
Antes de qualquer preparo, o ambiente é organizado e consagrado. Realizo a limpeza física e espiritual do espaço e o ancoramento da egrégora que sustentará o trabalho. O feitio começa antes do contato com as plantas, na forma como o espaço é preparado para receber e conduzir a força da medicina.
O tabaco utilizado é em corda. Ao desenrolar cada folha, inicio o trabalho de intenção, direcionando a medicina para o desembaraço de bloqueios mentais, emocionais e espirituais, ancorando lucidez, presença e limpeza do campo.
Após esse processo, as folhas são colocadas ao sol para secagem, em reverência ao Deus Sol, pedindo que as propriedades naturais de cada folha sejam despertadas e potencializadas. Quando o tabaco atinge o ponto correto, ancoro a força do pilão, sustentando o sagrado masculino, que é a base, a estrutura e a firmeza da medicina.
No peneiramento, utilizo símbolos mágicos, direcionando e potencializando as qualidades energéticas da alquimia. As cinzas utilizadas vêm diretamente do Acre e as ervas passam por uma seleção criteriosa, respeitando sua origem, força e propósito.
Cada folha é manuseada com pedido de permissão aos seres da floresta e às inteligências espirituais que guardam essas medicinas. Nada é feito de forma automática. O feitio exige presença, escuta e respeito.
Na mistura, as energias de cada medicina são ancoradas e alinhadas, com apoio de princípios de numerologia para organização e potencialização vibracional. Ao final do preparo, as alquimias são consagradas pela egrégora espiritual que acompanha meu trabalho.
As alquimias não seguem fórmulas fixas. São canalizadas, intuídas e direcionadas pelo plano espiritual, respeitando o tempo, a força e o propósito de cada medicina.